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Ivete Rodrigues faz história para o golfe açoriano ao conquistar Taça da Federação Portuguesa de Golfe BPI

“É sempre uma honra ganhar um torneio destes, ainda por cima sendo a segunda açoriana a vencer. O meu nome vai ficar sempre naquela taça e na história do golfe em Portugal. É muito bom”, disse a atleta da Verdegolfe, de São Miguel.

Na véspera de fazer 18 anos, Ivete Rodrigues tornou-se hoje a primeira açoriana a vencer a Taça da Federação Portuguesa de Golfe BPI, no Oporto Golf Club, em Espinho. Já tinha havido um vencedor açoriano – Filipe Tavares em 1999, no campo de Praia D’el Rey –, mas ela é a primeira a conquistar a prova feminina.

Fê-lo batendo na final Ana da Costa Rodrigues, do Club de Golf de Miramar, por 5/4. Num encontro que, tal como nos homens, foi em 36 buracos regulamentares, o mesmo ficou assim decidido no 32.º buraco.

“É sempre uma honra ganhar um torneio destes, ainda por cima sendo a segunda açoriana a vencer. O meu nome vai ficar sempre naquela taça e na história do golfe em Portugal. É muito bom”, disse a atleta da Verdegolfe, de São Miguel.

Na final, Ivete  perdeu os três primeiros buracos de jogo mas depois ganhou os quatro seguintes para se colocar pela primeira vez em vantagem, que não mais largaria. Terminou os 18 buracos da manhã a liderar por 5 up.

“Eu vou sempre com o objectivo de ganhar, só que ao longo dos dias o meu jogo foi melhorando, o meu jogo curto também. Tive alguma dificuldade em me adaptar ao greens, mas fui ganhando confiança e consegui chegar onde cheguei”, disse.

Ivete Rodrigues tem mais um desafio até ao final da época, que é o de revalidar o título de campeã nacional sub-18, na Grande Final Nacional Drive Tour – Campeonato Nacional de Jovens, no Montado Hotel & Golf Resort, aprazado para 20 e 21 de Novembro.

Em Agosto do próximo ano, depois de acabar o 12.º ano escolar, irá para a Jacksonville University, na Florida. “Já fiz o acordo verbal, depois em Novembro assino o contrato, mas sim, já está decidido.”

Francisco Costa Matos, o treinador de  Ivete, conta como viu a prova da sua jogadora, que contou ainda com o apoio no local da mãe e da irmã:

“Vi a Ivete a crescer de dia para dia. Ela jogou sólido do tee ao green nos primeiros dias de stroke play, mas ali à volta do green e nos putts não estava muito segura. A adaptação aos greens não foi muito fácil, são greens muito rápidos. Nós não estamos habituados a isso lá em São Miguel. E ao longo dos dias o jogo dela foi evoluindo.”

E continua: “O objectivo inicial era sempre chegar à final e ganhar. Sabíamos que ela estava a bater bem na bola e que havia essa possibilidade se o jogo encaixasse. No stroke play, apesar de não ter feito dos seus melhores resultados, passou num bom lugar para o quadro final do match play, o que lhe deu alguma vantagem. E depois, de dia para dia, foi ver ela a crescer, o jogo a melhorar, ela a ficar mais confortável com todas as situações e acabou por culminar com esta vitória que não era esperada mas que é sempre um objectivo.”

Sobre a final: “Acabando o match da manhã com 5 buracos de vantagem dá para haver um pouco de gestão, não é preciso jogar tanto para a bandeira, é manter a bola em jogo do tee, manter a bola no green. Quem tinha de arriscar era a Ana, e aqui no Oporto existem riscos e isso leva a que haja mais falhas. Foi gerir a vantagem, jogar um bocadinho no erro da adversária e aproveitar essas situações quando fosse possível.”

 

Golftattoo

Miraflores, 6 de outubro de 2021

Fotografia © Filipe Guerra / Federação Portuguesa de Golfe