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36.º TAÇA DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE GOLFE BPI – Miramar fez o pleno na Quinta do Perú

Para tal, bateu o escocês Jamie Mann, do Clube de Golfe de Vilamoura, na final a 36 buracos regulamentares. O desfecho cifrou-se em 2/1 a favor do nortenho.

Diogo só esteve a perder durante um buraco, no 15 da manhã, empatando a partida logo no 16 – os primeiros 18 buracos terminariam ‘all square’.

E estava a ganhar por 3 up com 13 buracos decorridos na parte da tarde, antes de perder o 14 (32.º) o 15 (33.º) para ficar reduzido à vantagem mínima (1up).

Mas reagiu bem, vencendo o 16 (34.º) para 2 up e empatando o seguinte para deixar o seu adversário no 17 (35.º).

“É muita emoção, foi espetacular. Nestes primeiros momentos ainda não caí em mim”, afirmou o vencedor, reconhecendo que a vitória não estava nas suas cogitações iniciais: “O ano passado não passei o cut. O objectivo este ano era passar o cut e pouco a pouco ir ganhando os matches. Acabei por jogar muito bem no match play, sempre abaixo do Par.”

Miramar fica também na posse dos dois ‘majors’ amadores nacionais, já que Pedro Silva conquistou o Campeonato Nacional Amador no final de Julho na Aroeira.

Diogo teve como caddie nos segundos 18 buracos o seu mais experiente e destacado companheiro de clube Hugo Camelo, que perdera nas meias-finais para o escocês Jamie Mann.

Apesar de ter perdido a final, Jamie Mann, de 18 anos, há anos radicado no Algarve e prestes a obter a nacionalidade portuguesa, confirmou o seu valor e o seu bom momento de forma: a 28 de Setembro vencera o Faldo Series French Open no Le Golf National, em Paris, título esse que lhe valeu a qualificação para o Mallorca Golf Open, torneio do DP World Tour que se joga de 20 a 23 de Outubro, em Palma de Maiorca, Espanha.

 

À terceira foi de vez para Ana da Costa Rodrigues

Na prova feminina, Ana da Costa Rodrigues bateu a campeã nacional absoluta Inês Belchior, também por 2/1, conquistando assim a sua primeira Taça na terceira presença consecutiva na final. Tinha perdido em 2020 para Leonor Medeiros e em 2021 para a açoriana Ivete Rodrigues (Verdegolf).

Para “Aninhas”, de 17 anos, a parada estava elevada nesta final, pois esta era a sua última oportunidade para erguer a Taça. É que em Agosto do próximo ano entra na Universidade de South Florida, em Tampa, onde se vai juntar a Leonor Medeiros na equipa de golfe das Bulls. Assim não estará em Portugal nas próximas edições.

E esteve à altura do desafio a principal atleta feminina de Miramar, levando a melhor no match decisivo face à nova e sensacional campeã nacional absoluta, Inês Belchior, de apenas 15 anos, aqui a jogar no seu ‘home club’ da Quinta do Peru.

Nos primeiros 18 buracos, Ana chegou a estar a perder 3 down após 16 buracos, mas venceu o 17 e o 18 para fechar a ronda matinal 1 down. No 12 (30.º), com birdie, assumiu a liderança do jogo e não a deixou escapar mais.

“Este ano tinha mesmo de ser, pelo que havia uma certa pressão adicional. A Inês tem mostrado estar num grande nível, foi um jogo muito equilibrado, que senti que podia ter caído para qualquer lado. Quando se estava a aproximar do fim, houve nervosismo da minha parte mas também muita vontade”, disse, contente, a nova detentora da Taça.

Treinador Carlos Magalhães feliz por dobradinha

“É um alívio muito grande”, comentou, emocionado, o treinador de Miramar, Carlos Magalhães. “Nos últimos dois anos não conseguimos a dobradinha, pelo que esse era um dos nossos objetivos desde o início do ano. E tanto assim era que a Aninhas e a Luciana Reis abdicaram do Europeu de Clubes, que decorreu em simultâneo, para conseguirem este ano a proeza de vencer Taça”, justificou.

 

Gabinete de Imprensa da Federação Portuguesa de Golfe

Miraflores, 5 de outubro de 2022

Fotografia © Filipe Guerra / Federação Portuguesa de Golfe