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Tomás Melo Gouveia no top-25, Jannik de Bruyne comanda

Tomás Melo Gouveia no top-25, Jannik de Bruyne comanda

No regresso ao PGA Aroeira Lisboa-1, quatro portugueses estão dentro do cut provisório do torneio do HotelPlanner Tour e sobrinho de duplo campeão do Masters está na luta pelo título.

Tomás Melo Gouveia assumiu-se hoje (quinta-feira) como candidato a tornar-se no primeiro português a vencer o prestigiado Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa, em Almada, numa 64.ª edição em que quatro portugueses meteram-se provisoriamente no lote de jogadores apurados para os dois últimos dias de prova.

Dos dez portugueses que iniciaram o único torneio português inserido no HotelPlanner Tour, a segunda divisão do golfe profissional europeu, Tomás Melo Gouveia foi o melhor, com uma volta inaugural de 67 pancadas, 4 abaixo do Par de um campo que, especificamente para este evento, transformou-se num Par-71.

Isso colocou o atleta de Vilamoura – que no ano passado venceu o Timestamp Golf Tour, o circuito profissional português – num bom 25.º lugar, empatado com outros oito jogadores, a 5 pancadas do líder, o alemão Jannik de Bruyne, autor de uma excelente volta de 62 (-9).

«Estou a jogar para ganhar. Acho que tenho capacidade para isso. Já estive perto duas vezes de ganhar um torneio esta época. E em casa sinto muito o apoio das pessoas», assegurou o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia, sendo Ricardo um membro do DP World Tour, a primeira divisão europeia.

Tomás Melo Gouveia sente que poderá desafiar a elite do HotelPlanner Tour, ele que é o 57.º na Corrida para Maiorca, o ranking desta divisão. Aliás, a forma como jogou os últimos 14 buracos demonstra-o totalmente.

«Foi muito bom, especialmente porque no princípio ia com 2 pancadas acima do Par após quatro buracos. A partir daí, daí joguei muito bem», disse o jogador de 32 anos, que arrancou mal (saiu do buraco 10), com bogeys nos buracos 11 e 13, mas reagiu e nos seis buracos seguintes fez dois eagles (5 e 1) e dois birdies (14 e 18).

Tomás Melo Gouveia pretende colocar-se dentro do top-45 da ‘Road to Maiorca’ para poder jogar a Grand Final que encerra o circuito, sendo esse também um objetivo de Jannik de Bruyne, embora o germânico de 27 anos esteja um pouco melhor posicionado para consegui-lo, pois é o 44.º do ranking.

Tal como Gouveia, também de Bruyne persegue um primeiro título no HotelPlanner Tour, embora já tenha alcançado quatro top-10 este ano, designadamente na semana passada, no English Trophy.

«Joguei sem expectativas em Inglaterra porque estive parado duas semanas devido a uma lesão e aqui está a passar-se o mesmo», explicou. «Foi uma das minhas melhores voltas de sempre em termos de wedges e, mesmo sem ter ‘patado’ bem, meti muitas bolas perto das bandeiras», acrescentou, dizendo ainda que cresceu «a jogar num campo de fairways estreitos com muitas árvores como este».

O vento que fez-se sentir mais forte à tarde, quando ele jogou, não foi um obstáculo. «Estava a tentar lembrar-me se alguma vez joguei algum torneio em Portugal e acho que não, mas lembro-me de, com a seleção amadora da Alemanha, fazer estágios em Royal Óbidos e talvez por isso tenha lidado bem com este vento», disse meio a brincar. O certo é que foram 8 birdies e 1 eagle, para apenas 1 bogey!

Jannik de Bruyne é perseguido a apenas 1 pancada de distância pelo sueco Adam Wallin (-8) que esta época já alcançou seis top-10. Note-se que no 6.º lugar (-6) está Joseba Torres, o sobrinho de José Maria Olazábal, o antigo duplo campeão do Masters, que regressou ao PGA Aroeira Lisboa, onde em 1997 foi 4.º classificado, para, desta feita, acompanhar o seu sobrinho como ‘caddie’.

Da armada portuguesa, composta por dez jogadores, para além de Tomás Melo Gouveia, outros três lograram posicionar-se no top-60 de acesso às duas últimas voltas da prova. O cut será definido depois da volta de amanhã (sexta-feira).

Pedro Figueiredo, o 13.º do ranking, que também chegou a andar com 4 abaixo do Par, mas terminou a primeira volta com 68 pancadas, 3 abaixo do Par, figurando no grupo dos 34.º classificados.

O profissional Vasco Alves e o bicampeão nacional de sub-18, Luís António Silva, integram o grupo dos 48.º classificados, com 69 pancadas, 2 abaixo do Par.

Os restantes portugueses estão com as seguintes classificações e resultados: 67.º Pedro Lencart (-1), 88.º Tomás Bessa (Par), 88.º João Pereira (Par / amador), 117.º Ricardo Santos (+2), 117.º Tomás Santos Silva (+2), 141.º Bernardo Costa Pinheiro (+10 / amador).

Os craques amadores portugueses, Luís António Silva (bicampeão nacional de sub-18), João Pereira (campeão nacional amador de 2025) e Bernardo Costa Pinheiro (campeão nacional amador de 2026) tiveram, depois, oportunidade de conviver e de dar alguns conselhos a jovens do ensino secundário de agrupamentos escolares de Almada (30 do 6.º ano e 15 do 8.º ano), que quiseram ver como funciona o golfe de alto rendimento num circuito altamente profissionalizado.

O mais importante torneio de golfe português masculino é uma organização da Federação Portuguesa de Golfe, com prémios monetários no valor de 300 mil euros e a termina no Domingo. Amanhã, a segunda volta começa às 7h40, com saídas em simultâneo de dois buracos, com os últimos grupos a arrancarem às 14h56.

Aroeira, 17 de Setembro de 2026

Fotografia © Filipe Guerra | Federação Portuguesa de Golfe

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