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Primeiro Ministro joga Pro-Am e campeão do Masters faz de caddie

Primeiro Ministro joga Pro-Am e campeão do Masters faz de caddie

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No regresso ao histórico PGA Aroeira Lisboa-1, o torneio português do HotelPlanner Tour conta com 7 jogadores do Top-10 desse circuito europeu, 15 vencedores de torneios deste ano, 10 jogadores portugueses, um antigo campeão da prova e três ex-vencedores do Portugal Masters.

O primeiro ministro Luís Montenegro visitou hoje (quarta-feira) o 64.º Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa, em Almada, no dia em que se disputou o Pro-Am do único torneio português inserido no HotelPlanner Tour, a segunda divisão do golfe profissional europeu.

O mais importante torneio de golfe português masculino é uma organização da Federação Portuguesa de Golfe, com prémios monetários no valor de 300 mil euros, com a competição principal a iniciar-se amanhã (quinta-feira) e a terminar no Domingo.

Luís Montenegro, praticante regular de golfe, jogou o Pro-Am integrado na equipa Portugal Golf-4, que contou com os profissionais Pedro Figueiredo (o melhor português neste circuito, no 13.º lugar da Corrida para Maiorca) e Alexander Lévy (o francês que conquistou o Portugal Masters em 2014), e ainda com os amadores João Bugalho e Francisco Teles de Menezes.

Conseguiram um honroso 7.º lugar entre 30 equipas, com 28 pancadas abaixo do Par, tendo-se sagrado campeões da prova os jogadores da formação Portugal Golf-5, com o profissional Tomás Melo Gouveia (o segundo melhor português no HotelPlanner Tour, sendo 57.º na ‘Race to Maiorca’) e os amadores Madalena Costa Macedo, Lourenço Ortigão (o famoso ator) e Duarte Almeida Costa.

O mais relevante não foi o resultado desportivo, mas o significado da presença mais importante do Estado português no Open de Portugal desde que o Presidente da República, Jorge Sampaio, visitou o evento na Quinta do Lago, em 2001, quando ainda estava inserida no então European Tour, o atual DP World Tour.

O Open de Portugal não faz parte do calendário da primeira divisão do golfe profissional europeu desde 2020, em Royal Óbidos, mas irá regressar a esse estatuto maior em 2027, em Cascais, com o apoio de várias entidades públicas e privadas e o primeiro ministro congratulou-se hoje com essa promoção de estatuto:

«Estive, aqui, hoje, com muito gosto, no lançamento deste Open, que é um tónico para aquilo que realizar-se-á no próximo ano, já no DP World Tour. É um apoio grande que damos também ao nível da realização de eventos, à promoção do nosso país e à promoção do golfe, enquanto área de atividade económica, que tem um significado já muito relevante. São mais de 4.000 milhões de euros do nosso produto, que saem diretamente da indústria do golfe. É uma forma do Governo também incentivar dirigentes, treinadores, técnicos e atletas».

«Tenho a certeza de que neste fim de semana vai correr tudo bem, vai ser também um lançamento para a prova do DP World Tour no próximo ano e, quem sabe, podermos ambicionar termos um dia uma grande competição como a Ryder Cup em Portugal», acrescentou Luís Montenegro.

Conhecedor de uma modalidade que acompanha nos media e nas aplicações dos principais circuitos de golfe internacionais, Luís Montenegro faz votos para que Portugal volte a estar representado nos Jogos Olímpicos na modalidade de golfe em 2028 (Los Angeles), depois de Filipe Lima e Ricardo Melo Gouveia terem sido pioneiros no Rio de Janeiro, em 2016:

«Seria também uma forma de dar expressão à grande aposta que estamos a fazer em Portugal, com o plano de desenvolvimento desportivo que está em execução, e com um reforço de cerca de 30%, um pouco mais até, dos trabalhos de preparação olímpica e paralímpica. (…) Hoje temos atletas em várias modalidades a disputarem os melhores lugares e mesmo as medalhas olímpicas e, portanto, também aqui temos essa esperança».

Este 64.º Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa é um bom exemplo, ao apresentar 10 jogadores portugueses cheios de ambição.

Pedro Figueiredo, dentro do top-15 do ranking, está bem posicionado para poder regressar ao DP World Tour em 2027 e Tomás Melo Gouveia tem legítimas ambições a qualificar-se para a Grand Final, que irá reunir a elite do HotelPlanner Tour, no último torneio do ano, de 29 de outubro a 1 de novembro, em Maiorca.

Mas para além dos dois portugueses membros efetivos deste circuito em 2026, há outros oito golfistas nacionais, três profissionais e três amadores: Pedro Lencart (duas vezes campeão nacional e recente 3.º classificado na Primeira Fase da Escola de Qualificação do DP World Tour na Alemanha), Tomás Bessa (duas vezes campeão nacional e recente recente 6.º classificado na Primeira Fase da Escola de Qualificação do DP World Tour em Inglaterra), Tomás Santos Silva (que este ano, aqui, na Aroeira, mas no campo n.º2, cometeu a proeza de ser o primeiro jogador a vencer por três vezes o Campeonato Nacional de Profissionais Timestamp depois de também ter arrecado por três vezes o Campeonato Nacional Amador), Bernardo Costa Pinheiro (o atual campeão nacional amador), João Pereira (o campeão nacional amador de 2025 e jogador do PGA Aroeira Lisboa) e Luís António Silva (campeão nacional de sub-18 em 2025 e 2026).

Os 10 portugueses, entre um total de 144 participantes, enfrentam uma concorrência feroz. O HotelPlanner Tour teve, recentemente, de cancelar um dos dois torneios do Abu Dhabi, provas que deveriam ter sido disputadas no início do ano, mas foram adiados para setembro, devido à guerra no Médio Oriente. Um desses torneios já despareceu do calendário. O outro ainda se mantém, para daqui a duas semanas, mas os jogadores temem que possa igualmente ser cancelado. Por isso, como restam apenas três torneios qualificativos para a Grand Final de Maiorca, a elite quis mesmo vir a Almada somar pontos.

O resultado é a presença de 15 jogadores que já venceram torneios este ano no HotelPlanner Tour e sete dos dez primeiros classificados da ‘Race to Maiorca’. Para além disso, salientam-se jogadores como o francês Pierre Pineau, que já venceu o Open de Portugal em Royal Óbidos em 2022 e três jogadores que foram campeões do Portugal Masters, o distinto torneio do DP World Tour que foi, entretanto, extinto e que se jogava em Vilamoura: o francês Alexander Lévy em 2014, e os ingleses Tom Lewis em 2011 e 2018, e Steven Brown em 2019.

Finalmente, este Open de Portugal marca o regresso a um palco histórico em Portugal – o PGA Aroeira Lisboa-1, onde a prova realizou-se em 1996 e 1997, numa altura em que o torneio integrava o principal circuito europeu.

Na altura foram coroados campeões o australiano Wayne Riley e o sueco Michael Jonzon. Em 1997 chamou a atenção a presença do espanhol José Maria Olazábal, que tinha ganho um torneio do Grand Slam em 1994 (o Masters). Após uma grave lesão e o regresso ao circuito, Olazábal foi 4.º classificado na Aroeira e em 1999 estava de novo a impor-se no Masters, no Augusta National, nos Estados Unidos.

Pois bem, o duplo campeão do Masters e cinco vezes vencedor da Ryder Cup pela seleção da Europa (quatro como jogador e uma como capitão), que maravilhou a jogar pares ao lado do fantástico Seve Ballesteros, está de volta ao PGA Aroeira Lisbon que, entretanto, joga-se esta semana como um Par-71, em vez do habitual Par-72.

Desta feita, ‘Olly’ não vem para competir, mas para servir de ‘caddie’ do seu sobrinho, Joseba Torres, que só no ano passado se estreou neste circuito e já leva três top-10, um dos quais (4.º) no English Trophy da semana passada.

Aroeira, 17 de Setembro de 2026

Fotografia © Filipe Guerra | Federação Portuguesa de Golfe

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