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60.º Open de Portugal at Royal Óbidos – “FIGGY” E BESSA EM 11.º CLEMENTS E KO NA FRENTE

O português Pedro Figueiredo precisou hoje (sábado) de um putt para birdie, executado da gola do green do buraco 18 de Royal Óbidos, para manter-se no 11.º lugar que ocupava na véspera. Enquanto isso, o inglês Todd Clements necessitou de um ‘hole-in-one’ no buraco 8 para segurar a liderança do Open de Portugal, o torneio do Challenge Tour que comanda desde o primeiro dia.

Mas nem “Figgy” detém sozinho o estatuto de melhor português, nem Clements está isolando na frente do torneio de 250 mil euros em prémios.

Tomás Bessa, com uma sensacional volta de 6 abaixo do Par, integra igualmente o grupo dos 11.º classificados, que, para além dos dois portugueses, inclui ainda o escocês Euan Walker e o galês Stuart Manley, todos com 208 pancadas, 8 abaixo do Par do percurso concebido por Seve Ballesteros. Note-se que Bessa chegou a ocupar a 3.ª posição e a meter-se na luta pelo título, antes de sofrer um ‘bogey’ no seu último buraco, o 9.º do campo.

Já o francês Jeong Weon Ko (com voltas de 71, 66 e 67), de pais coreanos emigrados em França, também conseguiu igualar Clements (67+69+68) na frente, ambos com 204 pancadas, 11 abaixo do Par. Em 3.º vem outro francês, David Ravetto, com 205 (70+71+64), -11, que só não fixou hoje um novo recorde do campo (-8), porque o torneio está a permitir a colocação de bola no ‘fairway’, fazendo com que os resultados não possam ser homologados como recordes.

O terceiro dia do principal torneio da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) começou com 76 jogadores a necessitarem de concluir a sua segunda volta, finda a qual, 73 jogadores passaram o cut.

Tomás Bessa fechou a segunda volta com 71 pancadas, 1 abaixo do Par, e passou o cut à vontade, por 2 ‘shots’, com um total de 142 (-2). Juntou-se, assim a Pedro Figueiredo e Hugo Camelo, os dois portugueses que ontem (sexta-feira) já tinham assegurado o apuramento para os dois últimos dias de prova. Foi o sexto ano seguido em que, pelo menos, três portugueses passaram o cut no Open de Portugal. Para “Figgy”, de 31 anos, foi a sexta vez e é um recorde nacional. Bessa, de 26 anos, repetiu a proeza de 2020. O amador Camelo, de 19 anos, está a fazer uma estreia de sonho em torneios do Challenge Tour.

Após a terceira volta, Figueiredo assinou cartões de 70, 70 e 68, Bessa leva ‘rondas’ de 71, 71 e 66, enquanto Camelo, no grupo dos 39.º classificados, registou ‘scores’ de 69, 73 e 72, para um agregado de 214 (-2).

A quarta e última volta do 60.º Open de Portugal at Royal Óbidos disputa-se amanhã (Domingo), a partir das 8h00, com saídas de dois buracos em simultâneo. Hugo Camelo integra o primeiro grupo do buraco 10. Pedro Figueiredo sai às 9h26 do buraco 1, enquanto Tomás Bessa arranca às 9h37 do buraco 1. Por pouco não jogavam juntos, tal como no ano passado, quando Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia estiveram no mesmo grupo da última volta.

O último grupo, o dos líderes, sai às 10h10, com Clements, Ko e Ravetto, o que significa que é possível que o torneio esteja a realizar a sua cerimónia de entrega de prémios por volta das 15 horas.

Declarações

Pedro Figueiredo: «Tem sido um torneio consistente e desde o primeiro dia que tenho jogado bem. Tenho estado bem do tee ao green e bem nos greens. Vou tentar fazer o mesmo amanhã e se Deus quiser farei uma grande volta. Ganhar em casa seria muito especial, o Open de Portugal é um torneio com muita história, ganhar seria incrível. Estou um bocadinho longe disso, mas uma volta muito boa amanhã pode abrir-me portas para isso».

Tomás Bessa: «Foi bom ter jogado primeiro os últimos cinco buracos da segunda volta para poder apurar-me para os últimos dois dias, joguei bem, e depois, fico obviamente muito satisfeito com este resultado de 66 que permite-me subir bastantes lugares e saio muito feliz do dia de hoje. Dei muito bons shots, drives e putts, estou muito confiante para amanhã. O objetivo de fazer quatro voltas abaixo do Par ainda está de pé, pois tenho três voltas abaixo do Par».

Hugo Camelo: «Hoje a volta não começou da melhor maneira, só tive 15 minutos para aquecer. Estava à espera que o ‘draw’ saísse para começar a aquecer e quando saiu o Tiago avisou-me que faltavam 15 minutos, fui a correr para o driving range e não fiz dos melhores aquecimentos. Depois comecei com um bogey, respondi bem com um birdie e o jogo foi fluindo. Nos primeiros nove buracos sempre que fiz um bogey respondi com um birdie e isso foi bom. Isto está a ser um sonho e estou mesmo muito contente com a minha prestação».

Todd Clements: «Joguei bem, sobretudo nos nove primeiros buracos, com o ponto alto naquele hole-in-one”, conseguido com um belo ferro-7, a 165 metros. O campo estava mais fácil no ‘front nine’ e tirei partido disso. Claro que é bom estar na liderança, mas está tudo congestionado e há muito bons jogadores atrás de mim».

 

Gabinete de Imprensa do Open de Portugal at Royal Óbidos

Miraflores, 17 de setembro de 2022

Fotografia © Octávio Passos / Getty Images