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South African Open – “Figgy” e Ferreira em frente no Open da África do Sul

Pedro Figueiredo estava em perigo, depois de uma primeira volta em 76 pancadas, 4 acima do Par do Gary Player Country Club, em Sun City, mas no segundo dia de prova não perdeu qualquer pancada para o campo desenhado pelo campeoníssimo sul-africano e converteu 4 birdies, entregando um cartão de 68 (-4).

Num dia sem vento e com boas temperaturas, o campeão nacional de 2013 registou a sexta melhor volta do dia, deixando bons sinais para o fim de semana.

É a segunda vez que o profissional da Navigator participa na prova, depois de no ano passado também ter passado o cut e terminado no 48.º (-1) posto, mas, em 2019, o torneio jogou-se no Randpark Golf Club, em Joanesburgo, pelo que já está a ser positiva a estreia do português de 29 anos no percurso de Sun City.

Com um agregado de 144 pancadas (Par), Pedro Figueiredo partilha o grupo dos 31.º classificados com outros 11 jogadores, passando à vontade o cut, que fixou-se em 3 acima do Par. Acederam à segunda fase da prova 71 dos 156 participantes.

É a prova de que o atleta do Sport Lisboa e Benfica pode jogar bem em campos compridos que, teoricamente, não favorecem tanto o seu jogo. O Gary Player Country Club, com 7.165 metros, é dos percursos mais longos do golfe profissional.

Em destaque em Sun City tem estado também Stephen Ferreira, que começou por ocupar o 13.º lugar (empatado) aos 18 buracos, graças a uma volta inaugural de 70 (-2).

Na segunda jornada, até começou da melhor maneira, com 1 birdie, mas depois vieram 5 bogeys para um cartão de 76 (+4).

O profissional da Cobra, de 28 anos, surge no grupo dos 51.º classificados, ao lado de mais 11 jogadores com um total de 146 (+2), passando o cut por 1 “shot”.

Mesmo assim, apesar de uma segunda volta negativa, o português do Zimbabué passou o cut no Open da África do Sul pela primeira vez na sua carreira.

Mais importante ainda, Stephen Ferreira vai pontuar pela primeira vez para a Ordem de Mérito do Sunshine Tour de 2020/2021, depois de ter encerrado a temporada anterior no top-40 pela primeira vez na sua carreira.

Pelo caminho ficou Ricardo Santos. O ex-bicampeão nacional (2011 e 2016) não passou o cut em nenhum dos três torneios sul-africanos em novembro e dezembro, não conseguindo também qualquer volta abaixo do Par em seis realizadas.

O português de 38 anos teve um período terrível na segunda volta, com uma série de 2 bogeys e 2 duplos-bogey entre os buracos 15 e 18 (saiu do 10). Ainda teve forças para lutar e arrancar birdies nos buracos 1, 3 e 5, mas o mal já estava feito e terminou empatado em 92.º, com 150 pancadas, 6 acima do Par, após voltas de 74 e 76.

O 110.º South African Open é liderado aos 36 buracos por dois jogadores com 134 (-10), o veterano inglês Jamie Donaldson (71+63) e o sul-africano Christiaan Bezuidenhout (67+67), este último campeão no Domingo passado em Leopard Creek.

 

Gabinete de Imprensa da Federação Portuguesa de Golfe

Miraflores, 4 de dezembro de 2020

Fotografia © Octávio Passos