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South African Open – “Figgy” com seca de birdies fecha melhor a época de 2020

“Figgy” só logrou uma volta abaixo do Par esta semana (76+68+74+74), foi caindo na classificação nos dois últimos dias, empatou com outros três jogadores, angariou um prémio monetário de 3.785,63 euros e não melhorou a sua 182.ª posição na Corrida para o Dubai de 2020.

No entanto, se nos recordarmos, há um ano, o profissional da Navigator falhou o cut nos seus três últimos torneios da época no European Tour e precisou de regressar à Escola de Qualificação para recuperar o cartão da primeira divisão do golfe profissional europeu.

Desta feita, nas suas três últimas competições, passou o cut nos três torneios da África do Sul e até alcançou em Leopard Creek a sua melhor classificação de sempre em torneios do European Tour (17.º lugar empatado).

E como devido à pandemia o European Tour decidiu congelar as categorias durante um ano, iremos ter Pedro Figueiredo em 2021 a competir de novo entre a elite europeia pela terceira época consecutiva.

O mesmo irá passar-se, aliás, com Ricardo Santos, que falhou o cut no Open da África do Sul, com 150 (74+76), +6, empatado em 92.º. O campeão nacional de 2011 e 2016 termina 2020 no 210.º posto da Corrida para o Dubai. Também ele irá manter-se no European Tour em 2021.

Quanto a Stephen Ferreira, o outro português que passou o cut no South African Open, também sentiu na quarta volta a mesma seca de birdies de Pedro Figueiredo. Apenas 1 birdie e logo no primeiro buraco. Depois, não houve mais nenhum e ainda sofreu 3 bogeys.

O português do Zimbabué fechou 2020 com uma volta de 74 pancadas, após as anteriores de 74, 76 e 70, para um agregado de 294 (+6). O profissional da Cobra, que era 13.º aos 18 buracos, terminou empatado em 58.º com outros dois jogadores e embolsou 2.933,87 euros.

O SA Open, de um milhão de euros em prémios monetários, foi bastante importante para Stephen Ferreira porque foi o primeiro torneio em que passou o cut na temporada de 2020/2021 do Sunshine Tour, que só irá concluir-se em março.

Durante meses, o português que hoje celebrou o seu 29.º aniversário, foi impedido de jogar nesta primeira divisão sul-africana por as fronteiras estarem encerradas. Depois disso, e após brilhar no Open de Portugal at Royal Óbidos do European Tour e depois de vencer um torneio de um mini-tour britânico, retornou finalmente ao Sunshine Tour.

Não foi um regresso fácil, falhou quatro cuts seguidos, mas agora, finalmente, quebrou essa malapata e já surge, pela primeira vez esta época, na Ordem de Mérito do Sunshine Tour, no 68.º lugar.

O 110.º Open da África do Sul confirmou o talento e a excelente forma do sul-africano Christiaan Bezuidenhout, que conquistou o seu segundo título seguido no European Tour e no Sunshine Tour. Há oito dias tinha-se imposto no Alfred Dunhill Championship.

Desde o campeão olímpico Justin Rose, em 2017, que um jogador não vencia em dois torneios consecutivos no European Tour.

Christiaan Bezuidenhout somou 270 pancadas, 18 abaixo do Par, após voltas de 67, 67, 67 e 69, batendo por 5 pancadas o veterano galês Jamie Donaldson (71+63+72+69).

O sul-africano de 26 anos tem agora três títulos no European Tour e outros tantos no Sunshine Tour, neste último caso todos alcançados este ano, pois tinha arrecadado em fevereiro o Dimension Data Pro-Am, que também conta para o Challenge Tour.

Christiaan Bezuidenhout subiu 4 lugares na Corrida para o Dubai, sendo agora o 5.º classificado, e vai para o DP World Tour Championship no Dubai como um dos favoritos ao torneio de encerramento do European Tour de 2020. No Sunshine Tour, apoderou-se da primeira posição da Ordem de Mérito.

 

Gabinete de Imprensa da Federação Portuguesa de Golfe

Miraflores, 6 de dezembro de 2020

Fotografia © Pedro Figueiredo