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Seleção Nacional de Profissionais – FPG lança novo projeto de apoio a atletas profissionais de jogo

A Seleção será inicialmente composta pelos três atletas que, imediatamente a seguir ao Tróia Tour Championship, no próximo domingo, ocupem os três primeiros lugares no Ranking da PGA de Portugal, e desde que não estejam já elegíveis para competir nos dois principais circuitos europeus, como são os casos de Pedro Figueiredo e Ricardo Santos (European Tour) e Ricardo Melo Gouveia e Filipe Lima (Challenge Tour).

Numa primeira fase, que decorrerá de 17 de março a 29 de junho, os atletas selecionados irão competir cada um em quatro provas do Challenge Tour, desde o Prague Golf Challenge até ao Italian Challenge, passando pelo Challenge de Espanha, Swiss Challenge, D REAL Czech Challenge, Match Play 9 e Open de Golf des Hauts de France.

Após o Italian Challenge, a FPG, em conjunto com a PGA, fará uma análise de performance, a qual servirá para decidir quais os atletas que passarão à segunda fase do projeto, e que irão participar em mais três torneios. Haverá nesta fase a possibilidade de integração de novos atletas, em substituição dos integrados na primeira fase.

João Coutinho, diretor técnico nacional da FPG, explica que sete é o número máximo de torneios em que os jogadores podem entrar com convites em provas do Challenge Tour, sem contar com o Open Nacional, ou seja, com o Open de Portugal at Royal Óbidos (17 a 20 de setembro), para o qual têm acesso direto. “Acabam por jogar oito torneios, porque um deles é o nosso”, sublinha o dirigente.

Além dos convites para competir, proporcionados por trocas da organização do Open de Portugal at Royal Óbidos (uma prova cujo título pertence à FPG) com outros torneios, a FPG oferece aos atletas o custo do membership fee do Challenge Tour, uma verba fixa por torneio para cada atleta e a possibilidade de acompanhamento da Equipa Técnica da FPG, através do CAR-i.

Perante apresentação do calendário do atleta, a Equipa Técnica da FPG, em conjunto com o atleta irá elaborar um calendário competitivo para cada uma das fases do projeto.

Entre os deveres dos atletas, estão a Identificação dos elementos da sua equipa técnica, o cumprimento do plano de preparação, a presença nas visitas da Equipa Técnica da FPG, no âmbito do CAR-i; a assinatura de um acordo de compromisso, a inclusão do logótipo da FPG no equipamento e a participação em ações de promoção da FPG.

O presidente da FPG, Miguel Franco de Sousa, frisa que o apoio da FPG aos atletas profissionais existe há já bastante tempo, mudando apenas a forma como se processa.

“Aquilo em que acreditamos” diz, “é que ao gerirmos todo o processo da Seleção Nacional de Profissionais, garantimos integralmente a conclusão de um ciclo que começa na formação de atletas desde muito novos, não permitindo que haja uma caída num fosso, num hiato, a partir do momento em que eles se tornam profissionais.”

“O apoio financeiro da FPG é de tal maneira determinante”, continua, “que não faria sentido não sermos nós a gerir o projeto ou a delegá-lo noutras entidades, tendo nós a capacidade e os recursos humanos necessários para a gestão do mesmo. Este processo vai-nos permitir controlar, gerir e trabalhar de forma mais eficiente, proporcionando melhores condições de progressão aos profissionais portugueses.

“Se eles [os atletas], por acaso, já tiverem oportunidades de jogo, se conseguirem o cartão através da Escola de Qualificação, muito bem, têm o seu caminho trilhado e continuarão a sua actividade profissional, sem necessidade de recorrer a este mecanismo”, conclui o presidente da FPG, salvaguardando que a FPG irá “sempre colaborar muito estreitamente” com a PGA de Portugal.

Nelson Cavalheiro, presidente da PGA de Portugal, congratula-se com este novo projeto: “Tudo o que seja feito para ajudar os nossos profissionais de jogo é bom. Este é um projeto que vem no seguimento do Team Portugal, mas com ‘upgrades’ em termos do envolvimento da FPG, que vai dar outro acompanhamento aos jogadores, desde a disponibilização da Equipa Técnica à gestão da logística dos jogadores, como marcação de voos, hotéis, etc. Estou certo que vai ter um efeito muito positivo junto dos nossos atletas profissionais de competição.”

 

Gabinete de Imprensa da Federação Portuguesa de Golfe

Lisboa, 12 de março de 2020