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Ricardo Santos dá pontapé na crise

É sempre importante ganhar, ainda mais com o resultado esclarecedor de 134 pancadas, 10 abaixo do Par dos percursos Alvor-Lagos do Onyria Palmares Beach & Golf Resort, em Lagos, após apenas duas voltas de 66 e 68 pancadas.

No entanto, o dado mais positivo é mesmo a prova de estabilidade emocional revelada e a progressiva recuperação física.

O final de época não estava a ser fácil para Ricardo Santos. Não conseguiu apurar-se para a Grande Final do Challenge Tour em Ras Al Khaimah. Depois, não se qualificou para a Final da Escola de Qualificação do European Tour. E, para piorar as coisas, contraiu uma lesão nas costas em Espinho, limitando as suas possibilidades de vencer o Solverde Campeonato Nacional PGA pela terceira vez.

Muitos quebrariam emocionalmente e começariam a pensar em 2019, mas o algarvio de 36 anos sabe que tem vindo lentamente a jogar melhor desde o Portugal Masters, em setembro, e agora necessita mesmo de paciência a perseverança.

Esta quinta-feira necessitou mesmo dessas qualidades para carimbar «3 birdies nos últimos quatro buracos, para deixar os irlandeses Gary Hurley (68+67) e Paul McBride (66+69) a 1 shot», como salientou o portal Golf 4 You.

Uma saborosa vitória arrancada literalmente a ferros para juntar à que tinha averbado neste mesmo campo em janeiro, numa prova então ainda referente à temporada de 2017/2018 do Portugal Pro Golf Tour.

«Sim, 10 abaixo do Par em dois dias foi muito bom», disse Ricardo Santos à Tee Times Golf, em exclusivo para Record, após somar 13 birdies em 36 buracos para apenas 3 bogeys, sendo de salientar ter feito sempre birdies nos desafiantes buracos 17 e 18 para fechar as duas voltas.

«Senti-me bem especialmente ontem (quarta-feira), dia em que joguei muito bem. Hoje (quinta-feira) não joguei tão bem, mas também o dia estava mais difícil», acrescentou o jogador do Challenge Tour, que vai rodar neste circuito satélite até começar a segunda divisão europeia.

«A lesão nas costas está melhor mas ainda não estou totalmente recuperado. Estive com o Rogério Machado (fisioterapeuta) na terça-feira e melhorei bastante, e amanhã (sexta-feira) vou estar novamente com ele a fazer tratamentos», informou, depois de ganhar um prémio de dois mil euros pela vitória.

«O campo estava em ótimas condições, mesmo com a quantidade de água que caiu nos dias anteriores. Ontem o tempo esteve bom apesar de ter chovido três ou quatro vezes, mas estava calor e não havia vento. Hoje estava mais complicado, com algum vento e frio», concluiu.

Entre 52 participantes houve 11 portugueses em prova. As suas classificações e resultados foram as seguintes:

1.º Ricardo Santos, 134 (66+68), -10.
5.º Hugo Santos, 140 (71+69), -4.
6.º (empatado) Tomás Bessa, 141 (72+69), -3.
9.º (empatado) Vítor Lopes, 143 (77+66), -1.
9.º (empatado) Tomás Melo Gouveia, 143 (75+68), -1.
9.º (empatado) Pedro Almeida, 143 (72+71), -1.
9.º (empatado) Miguel Gaspar, 143 (69+74), -1.
17.º (empatado) João Ramos, 144 (70+74), Par.
27.º (empatado) Tiago Rodrigues, 146 (74+72), +2.
43.º Rogério Brandão, 157 (77+80), +13.
Rui Morris, desqualificação

Houve quatro voltas de 66 pancadas, o melhor resultado do torneio, duas delas de portugueses, a primeira de Ricardo Santos e a segunda de Vítor Lopes.

O Portugal Pro Golf Tour é sancionado pela PGA de Portugal, pela Federação Portuguesa de Golfe e pelo circuito britânico Jamega Pro Golf Tour. O segundo torneio de 2018/2019 começa já no dia 24, Sábado, no Penina Hotel & Golf Resort, também no Algarve.

Por Hugo Ribeiro

Lisboa, 23 de novembro de 2018