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João Ramos segura 2.º lugar do ranking

«Continuo no 2.º lugar do ranking. Vamos ver como termino o circuito após a Final em Troia», disse João Ramos à Tee Times Golf, em exclusivo para Record, depois de ter terminado em 11.º o Amendoeira O´Connor Classic, o torneio de 10 mil euros em prémios monetários que iniciou o 7.º Swing do PPGT.

João Ramos totalizou 142 pancadas, 2 abaixo do Par do campo desenhado por Christy O’Connor Jr. no Amendoeira Golf Resort, em Alcantarilha, ficando empatado com outros oito jogadores, entre os quais Hugo Santos.

Foi a sétima vez na presente temporada que João Ramos foi o melhor português numa etapa do PPGT, dividindo desta feita esse estatuto com Hugo Santos, com a curiosidade de já terem sido ambos jogadores habituais da Wilson Staff, embora o algarvio tenha jogado agora com material Srixon.

As provas de ambos foram, contudo, bem distintas. Hugo Santos fez uma volta de trás para a frente. Terminou o primeiro dia no 24.º lugar, após uma volta em que igualou o Par-72 do campo, e ascendeu no segundo dia ao 11.º posto graças a um cartão de 70 (-2).

Já João Ramos teve um percurso inverso e poderia perfeitamente ter alcançado o seu sétimo top-10 da época neste circuito, pois era 2.º classificado aos 18 buracos, devido a uma ronda inaugural de 68 (-4), a apenas 1 pancada do líder, o irlandês Paul McBride, o atual n.º1 do PPGT.

Simplesmente, na segunda ronda, o português de 24 anos não conseguiu melhor do que 74 (+2) e o facto de não ter convertido nenhum birdie nos últimos 12 buracos custou-lhe o tal top-10.

«Comecei o último dia com apenas 1 pancada de desvantagem, mas sabia que, com as condições que estavam, não iria ser fácil. Joguei bastante bem, mas infelizmente fiz 1 duplo-bogey no buraco 15 que afastou-me dos primeiros lugares», lamentou-se o cascalense.

João Ramos é um eterno otimista e é assim que tem vindo a progredir este ano. Por isso, apesar de ter cedido nove posições no segundo dia, atribui as suas dificuldades às diferenças meteorológicas.

«Esta discrepância, a meu ver, deveu-se principalmente às condições que apanhámos. A chuva e o vento não nos facilitaram a vida. Na primeira volta não apanhei chuva praticamente nenhuma, apesar de ter sido dos últimos a sair, mas na segunda já apanhei bastante chuva e vento. Senti-me bem em campo e estou contente com o meu jogo», comentou João Ramos, que colecionou o seu 19.º top-20 da época no PPGT.

Embora já bastante experiente em provas deste nível para os seus 24 anos, João Ramos não tem ainda a “matreirice” de Hugo Santos aos 39 e talvez por isso o “quase veterano” tenha sido capaz de lidar melhor com os elementos distintos entre os dois dias.

Hugo Santos é o 16.º no ranking do PPGT e tem jogado menos do que João Ramos. Até começou a época muito bem com cinco top-10 seguidos, mas depois os seus afazeres de treinador no Clube de Golfe de Vilamoura levaram-no a não jogar em cinco provas desta época.

«Senti-me bem a jogar, melhor até do que esperava, pois nunca mais tinha tocado nos tacos desde o Morgado Classic. Joguei apenas nove buracos no sábado para “tirar a ferrugem” e tentar perceber se ia mais para a direita ou mais para a esquerda. E tendo em conta que andei a jogar com material Srixon, até consegui manter-me sempre no fairway. Sinto que tenho sido bastante regular esta época e até poderia ter aparecido mais vezes nos primeiros 15, se conseguisse melhorar nos putts», considerou o algarvio, campeão nacional em 2012.

O Amendoeira O´Connor Classic foi ganho pelo inglês Liam Hancock, que precisou de ir a play-off para derrotar o seu compatriota Tom Robson, depois de terem empatado com 138 pancadas, 6 abaixo do Par, com ambos a carimbarem sempre voltas de 69.

Liam Hancock tem apenas 23 anos, conquistou o seu primeiro título como profissional e ao contrário de tantos outros vencedores do PPGT não foi um prodígio nos escalões juvenis porque nunca levou o golfe muito a sério.

Só aos 18 anos decidiu apostar na modalidade e contratou logo os serviços do “guru” do golfe Denis Pugh, famoso desde os tempos em que treinou Colin Montgomerie, acompanhando agora Francesco Molinari e Ross Fisher, entre outros.

Mais recentemente, sem deixar as orientações de Denis Pugh, começou a trabalhar mais próximo com o treinador Steve Marr para o swing, com o especialista de jogo curto Ben Clayton, com o preparador físico James Thomson e com o psicólogo desportivo Dan Abrahams. Os resultados positivos começam a surgir.

O Amendoeira O´Connor Classic contou com 94 jogadores, 13 deles portugueses. Os seus resultados e classificações foram os/as seguintes:

11.º (empatado) João Ramos, 142 (68+74), -2, €328
11.º (empatado) Hugo Santos, 142 (72+70), -2, €328
20.º (empatado) Ricardo Santos, 143 (73+70), €44
26.º (empatado) Tiago Cruz, 144 (72+72), Par
32.º (empatado) João Carlota, 145 (74+71), +1
35.º (empatado) Vítor Lopes, 146 (74+72), +2
41.º (empatado) Alexandre Abreu, 148 (71+77), +4
48.º (empatado) Rogério Brandão, 150 (76+74), +6
69.º (empatado) Francisco Oliveira, 157 (76+81), +13
72.º (empatado) Nelson Cavalheiro, 158 (78+80), +14
85.º Ricardo Serpa 164 (80+84), +20
89.º (empatado) Mickael Carvalho, 171 (86+85), +27
89.º (empatado) Fernando Serpa, 171 (89+82), +27

Por Hugo Ribeiro

Lisboa, 7 de março de 2019