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João Ramos 3.º em Palmares

João Ramos totalizou 134 pancadas, 10 abaixo do Par dos percursos Lagos e Praia do Onyria Palmares Beach & Golf Resort, em Lagos, uma escolha diferente do 1.º Palmares Classic, ganho por Ricardo Santos no dia 22 de novembro e disputado nos campos Alvor-Lagos do mesmo complexo.

«Gosto bastante de Palmares e do Penina. São dois campos que estão sempre em boas condições, especialmente este de Palmares que apresentou uns greens em excelentes condições», disse o português de 24 anos à Tee Times Golf, em exclusivo para Record, depois de entregar cartões de 70 e 64.

A última volta de 64 pancadas, 8 abaixo do Par, foi das melhores prestações de João Ramos em toda a sua carreira e foi mesmo a melhor ronda do torneio entre os 51 participantes.

«As condições estiveram boas nestes dois dias. Não houve muito vento e não apanhámos chuva. Tivemos sorte no que toca às condições climatéricas», admitiu o jogador da Wilson Staff.

Mas independentemente do campo em boas condições e de um tempo benéfico, João Ramos jogou a nível elevado nestes dois últimos torneios e no caso do 2.º Palmares Classic converteu 1 eagle, 13 birdies, sofrendo apenas 5 bogeys.

«Senti-me mais uma vez bem. Penso que o jogo foi parecido nos dois torneios, tanto aqui em Palmares como na Penina, mas a diferença é que hoje, nesta volta de 64 pancadas, meti mais putts», explicou o golfista de Cascais que ganhou um prémio de 900 euros, do total de 10 mil que estavam em jogo.

O 2.º Palmares Classic encerrou o Primeiro Swing do Portugal Pro Golf Tour e João Ramos acabou por ser o mais consistente dos jogadores portugueses.

«Estou bastante satisfeito com estes três primeiros torneios. Estou contente com o meu jogo e contente também por saber que irei voltar para o Segundo Swing onde irei dar o meu melhor novamente», concluiu.

Nestes três torneios houve uma vitória portuguesa – a de Ricardo Santos logo na primeira etapa – e destacaram-se ainda mais três jogadores portugueses que conseguiram dois top-10 em três possíveis.

Para além de João Ramos (um 3.º e um 6.º lugar), também Hugo Santos foi 5.º no 1.º Palmares Classic e agora 6.º (empatado) no 2.º; enquanto Tomás Melo Gouveia foi 9.º e 10.º nos dois torneios de Palmares.

O 2.º Palmares Classic foi conquistado pelo inglês Patrick Ruff, com 131 pancadas, 13 abaixo do Par, após voltas de 66 e 65, batendo apenas por 1 o irlandês John-Ross Galbraith (66+66).

Foi o primeiro título de Partrick Ruff no Portugal Pro Golf Tour e valeu-lhe um prémio de dois mil euros. O inglês tem competido nos dois últimos anos sem grande sucesso no PGA EuroPro Golf Tour. Poderá ser o início de uma bela carreira para um jogador que se manifestou encantado com a qualidade dos campos portugueses e as condições meteorológicas.

O Portugal Pro Golf Tour prossegue com o arranque do Segundo Swing a 6 de dezembro no 1.º Pinheiros Altos Classic.

Entretanto, José Correia, promotor do circuito e presidente da PGA de Portugal, anunciou esta semana à Forum TV que no final dos sete swings previstos, haverá «um Tour Championship com 25 mil euros em prémios monetários».

No final da época, em março, o n.º1 da Ordem de Mérito recebe do Portugal Pro Golf Tour recebe um convite para o Open de Portugal @ Morgado Golf Resort do Challenge Tour.

As classificações e resultados dos portugueses no 2.º Palmares Classic foram as seguintes:

3.º (empatado) João Ramos, 134 pancadas (70+64), 10 abaixo do Par
6.º (empatado) Hugo Santos, 135 (65+70), -9
10.º (empatado) Tomás Melo Gouveia, 136 (70+66), -8
12.º Ricardo Santos, 137 (72+65), -7
15.º (empatado) Miguel Gaspar, 140 (70+70), -4
17.º (empatado) Pedro Almeida, 141 (71+70), -3
23.º (empatado) Tiago Rodrigues, 143 (75+68), -1
29.º (empatado) Vítor Lopes, 144 (75+69), Par
32.º (empatado) António Sobrinho, 145 (75+70), +1
39.º Nelson Cavalheiro, 150 (73+77), +6
40.º Tomás Bessa, 151 (76+75), +7
41.º (empatado) Alexandre Abreu, 152 (80+72), +8
45.º Daniel Germano, 156 (76+80), +12
48.º Rui Morris, 159 (85+74), +15
51.º Rogério Brandão, 75 (+3), desistência

Por Hugo Ribeiro

Foto: Ricardo Lopes

Lisboa, 3 de dezembro de 2018