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GolfSixes em Cascais – SELEÇÃO DE PORTUGAL APOIA INOVAÇÕES DO EUROPEAN TOUR

«Foi um dia muito divertido, o público esteve ótimo, sempre a apoiar-nos e é ótimo ver alguns jovens a começarem a aparecer», disse Ricardo Melo Gouveia, que já tinha disputado a primeira edição do GolfSixes em Inglaterra, ao lado de Filipe Lima, mas que pela primeira vez experimentou a sensação de jogar em casa num torneio que convida os espectadores a serem mais entusiastas, mais ruidosos no apoio às suas seleções nacionais.

«O golfe deveria tomar um bocadinho mais esse rumo. Em vez de ser aquele desporto sério, com muito silêncio, acho que isto entusiasma mais as pessoas e para nós, jogadores, falo por mim, afeta-me pouco haver mais barulho do tee (saída), com música a tocar, até acaba por descontrair mais um pouco. Se o golfe enveredasse mais por esse caminho seria bom», afiançou, por seu lado, Pedro Figueiredo, que jogou pela primeira vez esta competição. “Figgy” é atleta do Sport Lisboa e Benfica, é muitas vezes visto no Estádio da Luz a assistir a jogos de futebol e sonha que o golfe possa vir ser igualmente uma festa. O GolfSixes em Cascais é um começo.

Outras das inovações são os confrontos em apenas seis buracos e o cronómetro no buraco 4 que força os jogadores a executarem todas as pancadas num limite máximo de 30 segundos. A ideia é tornar o golfe num desporto mais rápido.

«O pedro e eu somos jogadores rápidos e não nos faz confusão, mas, provavelmente, os jogadores mais lentos têm de apressar a sua rotina normal, mas só demonstra que todos os jogadores conseguem jogar em 30 segundos, menos 10 segundos do que é normal nos torneios do European Tour. Só demonstra que o jogo pode ser jogado muito mais rápido. Foi uma boa iniciativa num torneio como este», apoiou Ricardo Melo Gouveia.

O atleta olímpico português referiu-se ainda ao dispositivo eletrónico que os jogadores levaram nos pulsos para medir a frequência cardíaca durante a competição: «No tee de saída do buraco 1, logo de manhã… gostava de ter visto os resultados. É uma iniciativa gira em termos televisivos, para mostrar um lado diferente, para as pessoas também perceberem um pouco o que se passa mais dentro de nós e deu para perceber que houve shots em que havia mais adrenalina».

Keith Pelley, o presidente-executivo do European Tour, escreveu esta semana um artigo de opinião no qual, a dada altura, professava: «Tanto o Belgian Knockout como o GolfSixes apelam a um universo etário mais jovem. (…) As batalhas de nove buracos ou o formato de seis buracos asseguram que cada pancada tem uma consequência no resultado final de cada ‘match’. O GolfSixes também apresenta equipas masculinas e femininas, competindo umas contra as outras, os jogadores podem vestir calções e usar dispositivos eletrónicos medidores de distâncias e um cronómetro que dá uma contagem decrescente aos jogadores enquanto executam as suas pancadas. Eventos como o GolfSixes sublimam-se no apelo a audiências diferentes. (…) Quem falhar por não inovar, corre simplesmente o risco de ser deixado para trás ou de perder afluência de público.

A seleção nacional de golfe está na vanguarda destas alterações com os olhos no futuro.

Entretanto, já se disputaram esta manhã os quartos de final do GolfSixes Cascais com os seguintes resultados: Itália-França, 2-1; Espanha-Austrália, 2-1; Tailândia-Escócia, 3-1; Inglaterra-Suécia, 2-1. As meias-finais decorrem neste momento: Inglaterra-Itália e Tailândia-Espanha. O encontro dos 3.º e 4.º lugares joga-se às 15h15 e a final às 15h25.

Texto: Hugo Ribeiro / Gabinete de Imprensa do European Tour em Portugal
Fotografia: Getty Images (só pode ser usada gratuitamente para noticiar o GolfSixes)

GABINETE DE IMPRENSA
DO EUROPEAN TOUR EM PORTUGAL

Lisboa, 8 de junho de 2019