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“Figgy” é o único em Leopard Creek

Filipe Lima tinha-se inscrito, estava apenas alguns lugares de fora e esta terça-feira desapareceu da lista, dando a entender que terá desistido, enquanto António Rosado e Stephen Ferreira foram hoje eliminados na fase de qualificação.

O Alfred Dunhill Championship Qualifier decorreu no Woodhill Residential Estate & Country Club, em Pretória. Participaram 90 jogadores e só 10 garantiram o apuramento para Leopard Creek.

Os últimos a passarem ao torneio principal registaram o resultado de 69 pancadas, 3 abaixo do Par e os dois portugueses ficaram bem longe desse objetivo.

Stephen Ferreira voltou a ser o melhor, mas apenas no grupo dos 47.º classificados, com 74 pancadas, 2 acima do Par, enquanto Tó Rosado foi 77.º (empatado) com 77 (+7).

António Rosado, campeão nacional de 2009, que desde 2013 vive entre Pretória e Joanesburgo, só participou em três torneios esta época e apenas em eventos que se realizem perto da sua residência. Só tem cartão para jogar eventos do Sunshine Tour até março, quando terminar a época de 2018/2019.

Stephen Ferreira, pelo contrário, 71.º na Ordem de Mérito do Sunshine Tour, assegurou a permanência neste circuito em 2019/2020, apesar de ter jogado menos torneios do que desejaria.

«Falhei alguns torneios porque o meu visto para a África do Sul expirou e tive de regressar ao Zimbabué. Mas ainda quero ver se consigo terminar a época, em março, no top-50 da Ordem de Mérito», disse o português do Zimababué à Tee Times Golf em exclusivo para Record.

Na semana passada, Ferreira falhou o cut no Open da África do Sul e hoje não logrou o apuramento para Leopard Creek. «O meu jogo tem estado bom, mas ando a sentir dificuldades com o putting», explicou.

Stephen Ferreira (na foto) é o mais desconhecido dos craques do golfe português. É ainda jovem e durante a primeira volta do Open da África do Sul celebrou o seu 27 aniversário. É da geração de “Figgy” e Ricardo Melo Gouveia e tem ainda muito para dar ao golfe luso.

Que saibamos, só uma vez veio ao nosso país disputar torneios do Portugal Pro Golf Tour, mas não deixa de ser o sexto golfista nacional melhor classificado no ranking mundial, faz questão de jogar sob a as cores da bandeira nacional, quando seria mais fácil fazê-lo pelo Zimababué, e tem o sonho de «um dia poder jogar o Portugal Masters».

Autor: Hugo Ribeiro

Lisboa, 11 de dezembro de 2018