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Circuito Nacional de Mid-Amateur – Antigos campeões nacionais absolutos foram padrinhos perfeitos no 1.º Torneio

«A ideia foi dar rodagem aos mid-amateur porque, com esta idade, a partir dos 30 anos já não somos tão competitivos face aos mais novos. Neste escalão, há competitividade, mas num ambiente mais simpático, familiar, com os amigos. Espero que tenham gostado e desejo que participem nas próximas provas do circuito. Vamos ter etapas no Penina e na Estela, o Campeonato Nacional em Royal Óbidos e terminamos com o Campeonato Internacional em Troia», disse Miguel Franco de Sousa, o presidente da Federação Portuguesa de Golfe, na cerimónia de prémios.

Lara Vieira, advogada de profissão, do Clube de Golfe do Santo da Serra, partiu hoje para a segunda e última volta segura de que a sua família estava bem, depois do sismo de ontem na Madeira, e repetiu o resultado de 78 pancadas da véspera, para triunfar com um total de 156 pancadas, 12 acima do Par, batendo por confortáveis 7 ‘shots’ Mafalda Magalhães (81+82), do Clube de Golfe dos Arquitetos. Ana Paula Saúde, do Troia Golf, foi 3.ª com 169 (85+84), +25.

Já José Maria Cazal-Ribeiro, diretor comercial do Orizonte Lisbon Golf, jogou em casa, pois este é um dos campos do grupo e é exatamente na Quinta do Peru que tem sediado o seu escritório.

Cazal-Ribeiro chegou a ser profissional e a ascender e n.º3 na Ordem de Mérito da PGA de Portugal, antes de voltar a requerer o estatuto amador. O jogador que representa o Lisbon Sports Club foi o único dos 87 participantes (7 no torneio feminino e 80 no masculino) a bater o Par do campo no final das duas voltas, somando 143 pancadas, 1 abaixo do Par, apresentando cartões de 74 e 69.

Se Lara Vieira comandou a prova do início ao fim, José Maria Cazal-Ribeiro, pelo contrário, partiu para a última volta no 2.º lugar (empatado com Filipe Salazar de Sousa), atrás de Miguel Franco de Sousa, que tinha feito 73 pancadas na primeira volta.

Miguel Franco de Sousa (73+78), que jogou pela Orizonte, terminou empatado em 4.º com Nuno Costa Alemão (76+75), do ACP Golfe, com um agregado de 151 (+7).

O vice-campeão deste 1.º Torneio acabou por ser Ricardo Pereira, o antigo guarda-redes de futebol da seleção nacional, agora jogador do Clube de Golfe de Vilamoura, que juntou voltas de 75 e 71, para um total de 146 (+2). Salvador Leite Castro, do Belas Clube de Campo, foi 3.º com 147 (75+72), +3.

«Ganhar é sempre bom. O resultado não foi propriamente brilhante, mas, ainda assim, é aceitável, pois não treino com a frequência que desejava. Comecei mal em ambos os dias, portanto, ter-me aguentado até ao fim em valores aceitáveis foi ótimo para mim», disse Lara Vieira, que, neste escalão de mid-amateur, sagrou-se igualmente campeã nacional em 2016, depois de ter sido campeã nacional absoluta em 2002.

«Hoje foi um dia bom. Já ontem foi um dia esquisito, andei por todo o lado no campo e o resultado de 2 acima do Par não foi nada mau para o que joguei. Hoje joguei muito bem e 69 é sempre um ótimo resultado, mas se tivesse feito um 67 ou um 66 também não estaria mal», afirmou, por seu lado, José Maria Cazal Ribeiro, também ele campeão nacional absoluto em 2000 e depois campeão nacional de mid-amateur em 2017 e 2018.

Se Lara Vieira controlou bem a vantagem sobre as perseguidoras, Cazal Ribeiro admitiu que teve concorrência e só nos últimos nove buracos logrou marcar a diferença.

«No tee do 9 eu vinha com 1 abaixo do Par, o Miguel também com -1 e o Filipe (Salazar de Sousa) com 1 acima. Depois, o Miguel fez um duplo-bogey no 9 e o Filipe um bogey. Depois eu comecei a fazer uns birdies nos buracos 12, 13 e 15 e descolei», explicou o agora n.º1 do Ranking Ouro da Road to Troia, que colecionou sete birdies em 36 buracos.

Os dois campeões concordaram que a nova iniciativa da FPG é de enorme importância para este escalão etário.

«É um circuito ótimo. É uma ideia que vínhamos maturando há algum tempo na Comissão de Campeonatos e Alto Rendimento por proposta da Direção-Técnica Nacional, e ter visto a luz do dia este ano foi muito bom. Nota-se que a adesão foi imensa, ao fim de pouco tempo tínhamos as inscrições lotadas e espero que assim se mantenha até ao final do circuito», disse Lara Vieira, membro da Direção da FPG e da referida Comissão.

«É uma iniciativa ótima, como disse no meu discurso de campeão. É uma forma de porem-nos a jogar mais vezes, de darem-nos competição e de sabermos que, se treinarmos alguma coisa, poderemos conseguir ganhar algo, porque quando estamos a jogar com os atletas de alta competição, até podemos treinar muito, mas é difícil lá chegar. E para além de jogarmos competitivamente, fazêmo-lo de uma forma mais descontraída, mais alegre, dá para beber umas cervejas no final, algo que nunca fazia há 20 anos quando estava na seleção nacional», frisou José Maria Cazal Ribeiro.

Para o diretor-técnico nacional e diretor de torneio, João Coutinho, o sucesso deste 1.º Torneio não foi uma surpresa: «Na FPG temos de olhar para todas as faixas etárias, mas o que verificámos é que nos seniores vai havendo muita competição, sobretudo os torneios organizados pelas respetivas associações. Mas este escalão dos 30 aos 50 anos tinha muito menos competição, numa altura em que muitos destes jogadores mantêm-se extremamente competitivos. Analisámos os dados e constatámos que, com o handicap máximo de 18.4, que é o máximo permitido no regulamento deste circuito, temos cerca de mil jogadores em Portugal. Há potencial para este circuito. Serão cinco provas: três deste circuito, o Campeonato Nacional e o Campeonato Internacional, que este ano terá a novidade de incluir uma competição feminina».

Para além do Ranking Ouro (para a classificação gross), cujos primeiros n.º 1 são naturalmente Lara Vieira e José Maria Cazal Ribeiro, a Road to Troia contempla também um Ranking Prata (classificação medal net). Ora os primeiros vencedores net do novo Circuito Nacional de Mid-Amateur foram Mafalda Magalhães com 153 pancadas e voltas de 76 e 77, e Nuno Costa Alemão com 145 e rondas de 73 e 72.

Note-se que o melhor resultado medal net do torneio foi de Salvador Leite Castro com 143 (73+70). No entanto, como explicou João Coutinho durante a entrega de prémios, este jogador de Belas «não é elegível para classificação, por ter o handicap pendente. A partir de agora passa a ter o handicap em dia e já pode vencer para a próxima».

O Dia Internacional da Mulher foi celebrado com a FPG a oferecer uma flor a cada uma das jogadoras, num dia de sol e calor, com pouco vento, e um campo elogiado por todos.

«O campo estava ótimo, os fairways estavam bons, os bunkers também, os greens rápidos, tudo impecável», comentou Lara Vieira.

«O campo estava fantástico. Dos tees aos greens. Os greens hoje estavam mais duros, firmes, rápidos, estavam ótimos. É um campo a sério para um torneio», concordou Cazal Ribeiro.

«O campo estava impecável, os greens duros, firmes rápidos, todo o campo em excelentes condições. Foi um teste para todos os jogadores», elogiou Miguel Franco de Sousa.

O próximo torneio a contar para a Road to Troia será o Campeonato Nacional Mid-Amateur BPI, a 4 e 5 de julho, no Royal Óbidos Spa & Golf Resort, o palco do Open de Portugal de 2020, quando o European Challenge Tour passar pela região do Oeste em setembro.

O 2.º Torneio do Circuito Nacional de Mid-Amateur irá disputar-se nos dias 1 e 2 de agosto, no Sir Henry Cotton Championship Course, no Penina Hotel & Golf Resort, em Portimão.

Gabinete de Imprensa da FPG

Lisboa, 09 de março de 2020

Fotografia de Lara Vieira e José Maria Cazal-Ribeiro

© Filipe Guerra/GolfTattoo/FPG