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A melhor época de sempre de Susana Ribeiro – Recuperou título de campeã nacional e foi vice-campeã em Cáceres

O torneio de 300 mil euros em prémios monetários joga-se no Aloha Golf Club, em Marbelha, onde Susana Ribeiro já chegou para preparar com tempo o penúltimo evento do LET de 2019. Será apenas a sua segunda participação na prova e no ano passado não passou o cut.

Embora uma vitória na Andaluzia revolucionasse a carreira da tetracampeã nacional, pois iria colocá-la diretamente no LET de 2020, esse objetivo não é realista.

Pelo contrário, em janeiro, Susana Ribeiro vai disputar o Pre-Qualifying da Escola de Qualificação do LET, a primeira divisão europeia, que, infelizmente, já não virá para Portugal como chegou a estar previsto, indo para Espanha, para os campos Norte e Sul do Real Golf Club La Manga, de 15 a 19, onde também estará Leonor Bessa.

E aí o objetivo de poder igualar Pedro Figueiredo e subir ao circuito principal via Escola de Qualificação não é completamente irrealista para Susana Ribeiro, até porque 2019, não sendo brilhante, foi bastante positivo e veio a cotar-se como a sua melhor temporada de sempre.

No Ranking da PGA de Portugal é a 14.ª classificada entre 33 jogadores e na Ordem de Mérito 1080 Produções (hierarquia do PGA Portugal Tour) é a 13.ª entre 29 jogadores. Note-se que no caso da PGA de Portugal estamos a falar de um circuito misto, para ambos os géneros.

Na Ordem de Mérito do Ladies European Tour Access Series, a segunda divisão europeia, fechou o ano no 105.º posto da Ordem de Mérito (entre 191 jogadoras) com 2.322.50 pontos.

Mas foi sobretudo no Santander Golf Tour, o circuito profissional espanhol, que poderemos considerar uma das terceiras divisões europeias, em que mais se destacou. Concluiu a temporada na 7.ª posição da Ordem de Mérito (entre 46 jogadoras) com 52.375 pontos.

Para se ter uma noção dos aspetos positivos do percurso de Susana Ribeiro em 2019 sublinhe-se que no LETAS jogou sete torneios e, apesar de terem sido menos dois do que em 2018, foi muito mais regular, pois só falhou dois cuts e pontuou em 5. Nos anos anteriores, a profissional do Skip Golf só tinha passado três cuts em 2018, dois em 2017 e três em 2016.

É verdade que não conseguiu nenhum top-10 e o 10.º lugar no Açores Ladies Open de 2016 continua a ser a sua melhor prestação de sempre, mas há claramente mais consistência e maior experiência de jogo.

No PGA Portugal Tour, o circuito português, o ponto alto foi sem dúvida ter recuperado o título de campeã nacional, que arrebatou pela quarta vez nos últimos cinco anos. Mas também merece saliência, entre uma concorrência mista, o 7.º lugar (entre 19 jogadores) no Open Pro-Am da Ilha Terceira, com 4 acima do Par; e o 12.º posto (entre 34 jogadores) no Copa Suíça Open, com 5 acima do Par do Montado Hotel & Golf Resort, em Palmela.

Mas foi no Santander Golf Tour que se sentiu mais a evolução de Susana Ribeiro. É verdade que já tinha sido 2.ª classificada num torneio em Barcelona em 2017, mas o que se percebeu este ano é que fazer um top-10 deixou de ser uma miragem ou um caso esporádico.

A portuguesa que em 2019 também se estreou como comentadora do PGA Tour no Eurosport, jogou oito torneios no circuito profissional espanhol, fez cinco top-10, pontuou em quatro torneios para o ranking, com grande saliência para o 2.º lugar (partilhado com outras três jogadoras) em Cáceres e andou na luta pelo título em alguns torneios.

«Em geral fiquei contente com a minha prestação no Santander Golf Tour», disse a portuense que reside em Belas, nos arredores de Lisboa.

«Claro que poderia ter terminado melhor classificada nestes dois últimos torneios da época, mas um 7° lugar no ranking entre jogadoras de um elevado nível é sempre positivo», acrescentou a antiga tricampeã nacional amadora.

«O nível competitivo é muito bom, uma vez que há diversas jogadoras do LET (primeira divisão europeia) e algumas do LPGA Tour (primeira divisão da América do Norte) a participar em torneios deste circuito. Isso é, sem dúvida, muito positivo para conseguirmos competir com as melhores e aprendermos com elas, para podermos evoluir. Além disso, os campos escolhidos estão sempre em ótimas condições e o próprio “setup” é bastante exigente, sendo uma boa preparação para os restantes circuitos», especificou.

Em 2019 Susana Ribeiro viveu a boa novidade de ter mais companhia, sobretudo no capítulo da divisão de determinadas despesas, dado Leonor Bessa também ter optado por jogar algumas competições em Espanha.

Embora sejam rivais – Leonor ganhou o Campeonato Nacional PGA Solverde em 2018 e Susana Ribeiro em 2019 –, são sobretudo amigas e foram ambas sócias e jogadoras das famosas equipas amadoras do Club de Golf de Miramar, antes de tornarem-se profissionais.

«A presença da Leonor torna sempre o ambiente muito mais agradável. Conhecemo-nos há muitos anos e temos uma boa amizade. É bom podermos apoiar-nos uma a outra, nos bons e nos maus momentos», frisou a mais velha.

Tal como Leonor Bessa, de 21 anos, também Susana Ribeiro, de 29, não poderá jogar o último torneio do Santander Golf Tour de 2019, por ser portuguesa e tratar-se do Campeonato Nacional do país vizinho, mas não há dúvida de que ter terminado a temporada no 7.º lugar do ranking é um motivo de orgulho e de motivação para o ataque ao Open de Espanha desta semana.

Os resultados completos de Susana Ribeiro em 2019 nos dois circuitos internacionais em que competiu foram os seguintes:

No Ladies European Tour Access Series (LETAS)

Em maio, foi 27.ª (entre 79 jogadoras) no Neuchatel Ladies Championship com 230 pancadas, 17 acima do Par do Neuchatel Golf & Country Club, em Saint Blaise, na Suíça, após voltas de 75, 78 e 77, que lhe renderam €608,82.

Em junho, foi 64.ª (entre 86 jogadoras, falhando o cut) no Montauban Ladies Open, com 157 pancadas, 13 acima do Par do Golf de Montauban l´Estang, em França, após voltas de 77 e 80.

Ainda em junho, foi 52.ª (entre 109 jogadoras) no Belfius Ladies Open, com 225 pancadas, 9 acima do Par do Cleydael Golf & Country Club, em Aartselaar, na Bélgica, após voltas de 72, 77 e 76, que renderam-lhe €274.

Em julho, 23.ª (entre 62 jogadoras) no Ribeira Sacra Património de la Humanidad International Ladies Open, com 212 pancadas, 2 acima do Par do Augas Santas Balneario & Golf Resort, em Lugo, Espanha, após voltas de 69, 72 e 71, que rendeu-he €631,81.

Ainda em julho, foi 66.ª (entre 108 jogadoras, falhando o cut) no Santander Golf Tour / LETAS de Valência, com 152 pancadas, 8 acima do Par do Club de Golf Escorpión, após voltas de 77 e 75. O torneio contou para ambos os circuitos.

Em agosto, foi 45.ª (entre 105 jogadoras) no Bossey Ladies Championship, com 224 pancadas, 11 acima do Par do campo da Association du Golf & Country Club de Bossey, em França, após voltas de 75, 76 e 73, que rendeu-lhe €242,20.

Em outubro, foi 56.ª (entre 63 jogadoras) no Road To La Largue Final, com 230 pancadas, 14 acima do Par do Golf Club de LaLargue, em Mooslargue, em França, após voltas de 79, 73 e 78, que rendeu-lhe €340.

No Santander Golf Tour

Em março, foi 2.ª (entre 24 jogadoras, empatada com 3 jogadoras) no SGT Cáceres, com 150 pancadas, 6 acima do Par do Norba Club de Golf, após voltas de 72 e 78.

Em abril, foi 23.ª (entre 53 jogadoras) no SGT Málaga, com 152 pancadas, 8 acima do Par do Lauro Golf, após voltas de 76 e 76.

Em maio, foi 6.ª (entre 27 jogadoras) no SGT Guipúzcoa, com 148 pancadas, 4 acima do Par do Real Nuevo Golf Club de San Sebastián Basozabal, após voltas de 76 e 72.

Em setembro, foi 10.ª (entre 20 jogadoras) no primeiro dia do SGT Madrid Pro-Am, com 20 abaixo do Par e 4.ª no segundo dia, com 26 abaixo do Par do Golf Santander, jogado em Tour Scramble Par.

Em outubro, foi 4.ª (entre 21 jogadoras) no SGT Burgos, com 141 pancadas, 3 abaixo do Par do Club de Golf de Lerma, após voltas de 70 e 71.

Ainda em outubro, foi 8.ª (entre 29 jogadoras) no SGT Zaragoza, com 145 pancadas, 1 acima do Par do Real Club de Golf la Peñaza, após voltas de 74 e 71.

Em novembro, num torneio de pares, em que atuou ao lado de Leonor Bessa, foi 16.ª (entre 21 duplas) no SGT Sevilla, com 150 pancadas, 6 acima do Par do Real Club Sevilla Golf, após voltas de 73 e 77.

Finalmente, ainda em novembro, foi 28.ª (entre 54 jogadoras) no SGT Barcelona, com 152 pancadas, 8 acima do Par do campo combinado pelos percursos Bosque e Arriba do Real Club Golf El Prat, após voltas de 78 e 74.

Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf