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90th Portuguese International Amateur Championship – Inglês Harry Goddard campeão  com vantagem mínima sobre Pedro Lencart

O inglês Harry Goddard, com um total de 269 (71-65-67-66), acabou por prevalecer sagrando-se campeão com a vantagem mínima sobre o português Pedro Lencart (68-69-65-68) e o espanhol Eduard Rousaud (68-68-66-68), ambos com 270 (-18). A dupla luso-espanhola tinha partido para os últimos 18 buracos empatados na frente com um total de -14.

No desempate com o gaulês, no entanto, foi o português que acabou por ficar com o título de vice-campeão, pelo critério dos melhores últimos seis buracos de jogo. Lencart brilhou com birdies nos buracos 15, 16 e 17, mas um bogey no 18 (Par 3) impediu-o de forçar o play-off com Goddard.

Foi sem dúvida uma excelente defesa do título por parte dos atletas da seleção nacional, que haviam ganho em 2018, por Vítor Lopes, e em 2019, por Daniel Rodrigues. E Lencart, que ocupa a 553.º posição no ranking mundial, vai certamente dar um grande pulo na tabela.

“Dani”, que nesta semana entrou no top-50 mundial amador, fez de caddie neste sábado de Afonso Girão, que terminou em 24.º, com 281 (71-72-67-71), -7. Gonçalo Costa, também da seleção nacional, ficou um degrau abaixo, com 282 (68-71-71-72), -6.

Já Lucas Lopes Azinheiro, do CG Vilamoura, o quarto elemento de portugueses que passaram o cut, e que chegou a coliderar ao fim da primeira volta, foi 43.º, com 293 (67-72-73-81).

Na sua quarta participação no Internacional Amador de Portugal, o vencedor Harry Goddard partira para a jornada decisiva empatado com o holandês Stan Kraai e o norueguês Herman Wibe Sekne, saltando para a vitória com o melhor resultado deste sábado) -66 (-6).

Jogador do Hanbury Manor Marriot Hotel & Country Club, perto de Londres, o jogador inglês de 20 anos conquistou aqui o seu primeiro triunfo no escalão de homens e, para ele, o mais importante da sua carreira golfística. É o primeiro inglês a vencer desde Eddie Pepperell em 2011 – Pepperell que hoje é um dos melhores jogadores profissionais mundiais, em 62.º no ranking.

Stan Kraai foi 4.º, com 271 (70-66-67-68), -14, e o inglês Joshua Bristow      ,com 274 (70-67-70-67), completou o top-5 do torneio. Houve, na generalidade, excelentes resultados, com 38 dos 43 jogadores que competiram no último dia a somar um total abaixo do Par.

 

DECLARAÇÕES

Harry Goddard, vencedor

Não consigo acreditar, ainda não consegui digerir. Joguei bem toda a semana. Não fiz demasiados erros, mantive-me fiel ao plano de jogo e consegui vingar.”

“Foi uma volta final de nervos. Comecei bem, mas na viragem do campo senti um pouco de nervosismo, mas recompus-me e fiz birdeis em quatro dos últimos cinco buracos.”

“O que vai mudara partir daqui? A minha confiança vai aumentar”

 

Pedro Lencart, vice-campeão

“É uma sensação um bocado complicada. Sinto-me contente, porque sei que joguei bem, que o meu golfe está a melhorar e que está no caminho certo. No entanto, deixa um gosto desagradável acabar com bogey para perder por uma.

“Agora é descansar, treinar e focar-me para o Internacional Amador de Espanha no final do mês, para jogar o melhor possível.”

 

Afonso Girão, 24.º classificado

“O meu jogo está a melhorar, está a chegar ao ponto certo, tenho só de ter um bocadinho mais confiança, ‘patar’ e ‘chipar’ um bocadinho melhor e se andar no meio dos fairways consigo fazer grandes resultados

“A prova disso foi o meu terceiro dia, em que, com a pressão de ter de jogar bem para continuar em prova, o consegui fazer. Isso deu-me alento para acreditar mais em mim.”

 

Gonçalo Costa, 26.º classificado

“Foi uma semana excelente. Para além de ser o resultado de muito trabalho e dedicação, apesar da exigência em conciliar trabalho, estudos e treinos, é fantástico voltar e encontrar uma seleção nacional com esta qualidade, não só pessoal, mas também profissional.”

O resultado geral é positivo, e não posso deixar de ficar grato por uma semana bem passada, com três voltas consecutivas abaixo do par e sem nunca perder pancadas para o par do campo.”

 

Miguel Franco de Sousa, presidente da FPG

“Obviamente que é um balanço muito positivo. Estávamos aqui na esperança de conseguir um hat trick de vitórias portuguesas, em 2018, por Vítor Lopes, 2019, por “Dani”, e 2020, por Pedro Lencart. Mas foi de facto muito entusiasmante esta ultima volta, foi até ao último buraco, até ao último shot – e de facto o o Goddard teve uma reta final muito forte.”

“Estes bons resultados dos portugueses são um sinal de que se trabalha cada vez mais, cada vez melhor, e que os clubes estão a investir mais na formação dos seus jogadores. Temos quadros competitivos cada vez mais intensos e é isso que queremos promover e dar cada vez mais aos jogadores.”

“Uma palavra especial ao Montado Hotel & Golf Resort, que recebe regularmente as competições da FPG e tem sido a casa do Internacional nos últimos anos. O campo está em condições absolutamente extraordinárias, todos foram unânimes em reconhecê-lo.”

 

Gabinete de Imprensa da Federação Portuguesa de Golfe

Lisboa, 15 de fevereiro de 2020

Fotografia © Filipe Guerra / GolfTattoo / Federação Portuguesa de Golfe