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12º Portugal Masters – MELO GOUVEIA REPETE TOP-10 TOM LEWIS CAMPEÃO HISTÓRICO

Em 2011 foi apenas o seu terceiro torneio como profissional no European Tour. Em 2018 só pode participar com uma categoria especial de antigo campeão e o triunfo de hoje (Domingo) permitiu-se sair imediatamente do Challenge Tour – onde militou este ano, ao lado de Pedro Figueiredo e de Filipe Lima – para ascender automaticamente ao European Tour, a primeira divisão europeia, onde irá rivalizar com Ricardo Melo Gouveia.

Com voltas de 72, 63, 61 e 66, para um total de 262 pancadas, 22 abaixo do Par, Tom Lewis ficou a apenas 1 pancada do recorde de 72 buracos (-23) do campo algarvio desenhado por Arnold Palmer, estabelecido pelo inglês Andy Sullivan quando venceu o Portugal Masters de 2015 e depois igualado em 2016 pelo irlandês Padraig Harrington.

A 3 pancadas de distância ficaram dois jogadores a partilharem o 2.º lugar: o australiano Lucas Herbert (voltas de 63+67+64+71), que tinha liderado desde o primeiro dia, e o inglês Eddie Pepperell (64+66+68+67), que no ano passado tinha sido 3.º classificado.

Lewis embolsou os 333.330 euros de prémio monetário destinado ao campeão e ascendeu do 163.º ao 62.º posto na Corrida para o Dubai, ao mesmo tempo que irá aproximar-se do top-100 do ranking mundial que for publicado amanhã (segunda-feira).

Com apenas esta vitória, o inglês deixou de andar na vida de “aflitos” da segunda divisão europeia, para lutar agora pela qualificação para a Final Series do European Tour, a primeira divisão.

«É incrível, estou muito feliz. Tem sido uma caminhada dura, mas fazer isto de novo, aqui, em Portugal, torna-o ainda mais especial, diante de todo este público. Acho que este título tem mais siginificado para mim do que o de 2011», disse o «amigo dos tempos de amador de Pedro Figueiredo», que referiu-se justamente à enorme afluência de público em Vilamoura.

Com 12.974 entradas registadas, o dia de hoje passou a ser um novo recorde numa única jornada do Portugal Masters, e as 39.623 entradas ao longo dos cinco dias (incluido Pro-Am) são a segunda maior afluência de sempre, superadas apenas pelas 40.177 de 2012.

Para estes números foram muito importantes dois fatores: a presença inédita de Sergio Garcia e a boa prestação de Ricardo Melo Gouveia. O espanhol, antigo n.º2 mundial, veio rodar para a Ryder Cup e conseguiu o que queria. Vai para França, defrontar os Estados Unidos na próxima semana, cheio de confiança depois de assinar voltas de 66, 70, 68 e 65. «Senti-me bem esta semana. Foi positivo antes de ir para Paris», comentou o campeão do Masters de 2017.

Sergio Garcia totalizou 269 pancadas, 15 acima do Par, e embolsou 46.320 euros de prémio por integrar o grupo dos 7.º classificados que contou ainda com o francês Raphael Jacquelin (66+68+67+68), o inglês Oliver Fisher (71+59+69+70), o finlandês Kim Koivu (66+68+68+67) e o português Ricardo Melo Gouveia (67+66+70+66). Um grupo de luxo.

Fisher entrou na história pela melhor volta de sempre do European Tour e o “Sr. 59” recebeu hoje um troféu de Keith Cousins e Stefano Saviotti a assinalar ter sido no Dom Pedro Victoria Golf Course que esse recorde europeu foi alcançado.

Jacquelin tem 4 títulos no European Tour e ostenta um dos swings mais lindos do Mundo.

Koivu cotou-se este ano como uma estrela do Challenge Tour, onde ganhou 3 torneios esta época, ascendendo automaticamente ao European Tour, apenas oito meses depois de ter-se tornado profissional, e tem ainda a curiosidade de ser treinado por um português (David Silva) e de ter um caddie português (Daniel Silva, filho de David).

Melo Gouveia tornou-se no primeiro português a somar dois top-10 consecutivos no Portugal Masters.

Depois de ter partilhado o 5.º lugar há um ano com Filipe Lima, Ricardo Melo Gouveia alcançou agora a segunda melhor classificação de sempre de um português no Portugal Masters com este 7.º posto. E se não falarmos de classificação, mas de resultado, 15 pancadas abaixo do Par iguala a melhor marca de sempre de um português na prova, que já lhe pertencia desde 2015, quando esses mesmos -15 não lhe deram mais do que o 22.º lugar.

«Não tenho palavras para descrever a alegria e o apoio que tive esta última semana aqui. Foi sem dúvida uma grande ajuda para este resultado. Foi mais um bom domingo aqui no Portugal Masters. Foi pena aqui no (buraco) 18 não ter conseguido meter o putt para birdie, mas no geral foi uma grande semana e estou bastante contente», disse o português de 27 anos residente em Londres, que saiu daqui muito mais animado para o futuro próximo.

Tal como há um ano, o atleta olímpico português chegou a Vilamoura a lutar para manter-se no European Tour, no 132.º lugar da Corrida para o Dubai. Esta 7.ª posição no Portugal Masters permitiu-lhe ascender ao 120.º posto, ou seja, mais perto do top-100 que lhe garante a permanência no escalão principal. E tem ainda três torneios até ao final da época para atingir esse objetivo.

«No ano passado foi igual. Era uma semana em que precisava de jogar bem e este ano aconteceu de novo. Há qualquer coisa especial neste torneio que faz com que o meu jogo fique bastante melhor de um momento para o outro. Os meus próximos torneios são o Dunhill Links Championship, o British Masters e Valderrama, e se tudo correr bem a Turquia, e se tudo correr muito bem África do Sul e se tudo correr ainda melhor, o Dubai», disse, esperançado.

Na cerimónia de entrega de prémios, durante a qual Tom Lewis anunciou que o Portugal Masters poderá voltar a jogar-se em outubro em 2019, estiveram Filipe Silva (Turismo de Portugal), João Fernandes (Turismo do Algarve)Stefano Saviotti (Dom Pedro Hotels & Golf Collection), Keith Cousins (Dom Pedro Golf), Luís Correia da Silva (Dom Pedro Golf), Marilyn Zacarias (C.M. Loulé), Miguel Franco Sousa (FPG), Ricardo Lopes (PGA Portugal), Custódio Moreno (IPDJ), Carlos Luís (Associação de Turismo do Algarve), Peter Adams (European Tour) e José Maria Zamora (European Tour).

Contactos: Hugo Ribeiro – 93 422 08 53 / e-mail

Texto: Hugo Ribeiro
Fotografias: Getty Images

GABINETE DE IMPRENSA DO PGA EUROPEAN TOUR NO PORTUGAL MASTERS

Vilamoura, 23 de setembro de 2018